segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Eixo IX - Segundo Semestre 2010

Considerações Finais 

Ao chegar ao final dessa caminhada tenho a nítida compreensão de que a ela não termina aqui, pois aprendi a cima de tudo que é preciso estar aberta a novas aprendizagens e que devo estar sempre pronta a refletir sobre a minha prática. Foram muitas as mudanças no decorrer desse curso e ao retornar às postagens desse Blog Portfólio de Aprendizagem podemos percebê-las, também é possível perceber o encantamento que as interdisciplinas me suscitaram, o quanto me desacomodaram, para depois promover a assimilação e a acomodação em forma de novo saber.
Em Paulo Freire encontrei o maior alicerce às construções que fiz durante o PEAD e é no seu legado que embaso o meu trabalho de conclusão de curso, mas acima de tudo aprendi que "ensinar exige a convicção de que a mudança é possível". ( Freire, 1996. p. 85). E é nessa perspectiva que posso afirmar que o PEAD abriu a possibilidade de uma educação de qualidade às escolas públicas de Alvorada e é um imenso prazer fazer parte dessa História que estamos apenas iniciando...

Até breve!

Um forte e fraterno abraço, Ivana Molina.


Referências:

FREIRE, Paulo - Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa – São Paulo: Paz e Terra, 24ª edição 1996.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Feliz Natal

Desejo a todos amigos um Feliz Natal!

Retrospectiva 2010 - I

Oitavo Semestre - Eixo Oito


As Interdisciplinas desse semestre foram: 


Esse semestre foi muito especial principalmente porque foi chegada a hora de mostrarmos tudo aquilo que havíamos construído ao longo do curso. Hora de pormos em prática todas as teorias que estudamos, mas de forma interdisciplinar articulando com as tecnologias em aulas interessantes, criativas, onde nossos alunos e alunas fossem protagonistas da sua aprendizagem e que essa aprendizagem fosse significativa.
O que mais me chamou a atenção é que durante o curso eu aprendi a receber críticas e a mudar a ótica às minhas aulas, antes quando alguém intervinha eu não aceitava e torcia o nariz para as sugestões, mas agora aproveito a crítica para fazer uma boa reflexão sobre a crítica e a minha prática.


Trago como  evidência uma postagem do wiki de estágio - Reflexão da 8ª semana de 31/05/2010 a 02/06/2010:


Essa semana foi curta em relação as demais semanas, pois só trabalhamos até quarta-feira e  foi mais proveitosa que as semanas anteriores.
Iniciei a hora do conto com a turma e eles ficam encantados com o livro do "Draguinho", diferente de todos, parecido com ninguém de Claudio Galperin da Editora Ática. Realmente é um livro muito bonito, suas ilustrações são lindas. As crianças ficaram encantadas com a história e todos ficam atentos a minha "contação".

Dividi a história em três partes e deixei que ficassem curiosos, fazendo com que continuassem interessados pela mesma.
Os objetivos da semana foram atingidos, usei a sugestão da tutora Simone e pedi às crianças que criassem um caça-palavras com antônimos, fiz uma matriz com um espaço para que escrevessem as palavras que deveriam ser encontradas na malha quadriculada, eles ficaram muito entusiasmados com a atividade, após solicitei que eles trocassem os caça-palavras entre si e encontrassem as palavras e devolvessem para o colega "autor" corrigir. 
Essa atividade foi muito interessante. Nós estamos muito acostumados a dar as coisas prontas para as crianças e esquecemos de deixar que os alunos deem asas a imaginação e com isso não permitimos que demonstrem e exercitem a sua criatividade, autoria e autonomia.
Como é importante essa parada que fazemos para repensar a nossa prática e como é importante quando alguém intervém nos questionando e mostrando outras possibilidades que às vezes a gente, por estar muito envolvida no processo, não percebe. Obrigada, Simone.

Veja no site da Ática sugestões para trabalhar com esse livro.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Retrospectiva 2009 - II

Sétimo Semestre - Eixo VII 












As Interdisciplinas desse semestre foram:




Dando continuidade à tônica do PEAD/UFRGS, esse semestre foi de muita inclusão, na Educação de Jovens e Adultos pude compreender como fazer a inclusão do aluno trabalhador no mundo letrado, articulando com a Interdisciplina do Seminário Integrador, quando começamos a analisar as Arquiteturas Pedagógicas e a esboçar o seu  planejamento para ser vivenciado no cotidiano da sala de aula, o que foi complementado com as leituras e atividades desenvolvidas nas Interdisciplinas de Didática e da Linguagem e Educação. A Interdisciplina de Língua Brasileira de sinais fechou com chave de ouro as questões de inclusão de Pessoas Portadoras de Necessidades Educacionais Especiais, onde mais que aprender algumas palavras nessa nova língua, nos deixou com um gostinho de quero mais, inclusive essa foi uma das questões que relatei no meu portfólio de aprendizagem: nós aprendemos que somos capazes de quando houver necessidade podermos fazer a diferença. 
Esse semestre foi muito difícil para mim, estive muito doente e a minha irmã ficou em coma induzido por conta da gripe A, a minha outra irmã, também colega do PEAD, a Solange teve problemas gravíssimos de ordem particular que nos deixou muito desnorteadas, e para finalizar a mãe teve mais um AVC. Nunca antes tinha tido tantos problemas ligados a saúde seja física ou emocional, mas mesmo com todas as adversidades consegui chegar ao final daquele ano com muito saldo positivo: A Elaine ficou boa, a Solange se encontrou, eu comecei o tratamento da pressão a mãe pode reverter o seu quadro de semi paralisia do lado direito. Sem esquecer de comentar que obtive conceitos muito bons na minha aprovação do semestre.
Das aprendizagens que pude construir nesse semestre, faço algumas considerações que evidenciam a articulação entre as teorias estudadas e a aprendizagem construída, transcrevo aqui parte da postagem do dia 14/09/2009: 

Evidência 1:

Precisamos pensar uma ação pedagógica que dê conta de relacionar as vivências desses alunos com os saberes científicos construídos pela humanidade. Essa educação precisa dar conta de que esses alunos compreendam os processos históricos geradores das suas precárias condições de vida para que neles possam interferir a seu favor. É preciso propiciar aos jovens e adultos oportunidades efetivas de desenvolvimento integral. Dessa forma, estaremos contribuindo para que esses alunos não sirvam de instrumento de exploração do sistema.



Trago como evidência 2 a minha tomada de consciência sobre o fazer pedagógico, num recorte da apresentação do meu portifólio do Workshop de Avaliação Final:

 O aluno quando realmente envolvido em uma prática pedagógica que seja emancipatória, dialógica, é levado a buscar a visão do todo, é levado a aprender a aprender, sempre tendo como meta a melhoria da sua qualidade de vida e dos outros, ter acesso ao saber sistematizado, utilizar o raciocínio lógico, a criatividade, dialogar sempre e construir textos próprios com autonomia e visão da realidade que o cerca, cada abordagem pedagógica deve desencadear  uma aprendizagem colaborativa, significativa e eficaz.

domingo, 14 de novembro de 2010

Resposta III à Maura

Referente a retrospectiva 2008 - I - Eixo IV.

Olá, Maura! 

Na postagem do dia 09/07/2008, faço referência a respeito do Workshop dos Portfólios de Aprendizagem daquele semestre, transcrevo aqui as considerações que fiz na época: Neste semestre senti que estávamos mais tranquilas durante as apresentações, deu para perceber claramente as aprendizagens e as mudanças durante a fala de cada uma. O que mais me chamou a atenção foi que ao falar da sua aprendizagem, todas nós demonstramos muita paixão pelo que estamos estudando e a forma como fomos nos apropriando desses saberes, que muitas já sabíamos, mas que não tínhamos consciência, isto é, faltava a teoria para compreendermos o porquê de fazermos de determinada maneira uma atividade em sala de aula.

Na exposição dos Planos Individuais de Estudos, falamos como aprendemos com muita autonomia o que havia sido colocado nas nossas metas a serem perseguidas e alcançadas e essa maneira de buscar aprendizagens se mostrou tão gratificante, que com certeza todas nós nos transformaremos em verdadeiras pesquisadoras, desacomodadas, sabedoras que somos capazes de buscar sempre mais.

Tenho convicção de que esse é um dos principais objetivos do nosso curso: Fazer com que nós, professores das redes públicas de ensino, possamos desenvolver ações teórico-práticas que façam parte da realidade dos nossos alunos para que tenham autonomia para se constituir como sujeitos, pois como nos diz  Paro (2001): "Educar-se é tornar-se autônomo, condutor do próprio destino, fazendo uso dos bens culturais de que se necessita para constituir-se como sujeito. E é como sujeito que o indivíduo faz isso , avaliando permanentemente as dimensões dos erros e acertos que comete e das dificuldades que enfrenta para subjetivamente, como autor, levá-los em conta em seu desenvolvimento". (PARO, 2001, p. 45)

Referência: 

PARO, Vitor Henrique - Reprovação Escolar: Renúncia à Educação - São Paulo - Xamã,  1ª Edição, 2001



Imagem retirada do site: http://www.revoluta.com/?p=1134

sábado, 13 de novembro de 2010

Avaliação e trabalho em Grupo




Avaliação: Um recorte interessante:



"As relações sociais na sala de aula tradicional baseiam-se em relações de poder inextricavelmente ligadas à atribuição e distribuição de notas pelos professores. As notas tornam-se muitas vezes os instrumentos disciplinares através dos quais o professor impõe seus valores, padrão de comportamento e crenças aos estudantes. A avaliação dialógica elimina esta prática perniciosa, já que permite que os estudantes tenham algum controle sobre a distribuição das notas, e, assim enfraquece a correspondência tradicional entre as notas e a autoridade. Nos referimos a tal espécie de avaliação como dialógica porque ela envolve um diálogo entre estudantes e professores sobre os critérios, função e consequências do sistema de avaliação. O uso do termo é de fato uma extensão da ênfase de Freire no papel do diálogo no esclarecimento e democratização das relações sociais.
Embora as oportunidades de diálogo com professores  e colegas devam ser estimuladas, elas não são condicentes a ambientes de grande grupo. Em pequenos grupos, os estudantes devem avaliar e testar a lógica do trabalho uns dos outros. A importância do trabalho em grupo para a educação social está calcada em uma série de suposições fundamentais. O trabalho em grupo representa uma das maneiras mais eficazes de desmistificar o papel manipulador tradicional do professor; além disso ele oferece aos estudantes os contextos sociais que enfatizam a responsabilidade social e a solidariedade de grupo". (GIROUX, 1997, p 71).

Ocorreu um erro, estava trabalhando com duas páginas do blog abertas: uma para edição e a outra para pesquisa, quando fui visualizar a página para ver se já podia publicar a postagem, para minha surpresa apareceu uma postagem de 2007 publicada com a data dessa postagem com comentários e tudo mais. Não sei o que ocorreu, mas para não perder a página resolvi colar um trecho do livro: Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem de Henry Giroux, que estou usando no embasamento teórico do meu TCC. Esse teórico nos traz de forma bem clara aquilo que eu acreditava ser primordial para um trabalho democrático em sala de aula.


Referência:


GIROUX, Henry, Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre, Artes Médicas, 1997.



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Retrospectiva 2009 - I

Sexto Semestre - Eixo VI




As Interdisciplinas desse semestre foram:





  • Seminário Integrador VI

  • Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais

  • Filosofia da Educação

  • Questões Ético-raciais na Educação, História e Sociologia 

  • Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II 



  • Nesse semestre pela primeira vez tirei um A em Psicologia, eu sempre estudei muito e sempre gostei muito de Psicologia, já tinha feito duas cadeiras: Psicologia I e Psicologia da Vida Adulta e me sentia um pouco injustiçada...
    Gostei muito de trabalhar com o Método Clínico Piagetiano, como é interessante desequilibrar as crianças.
    Também sempre fui apaixonada por Filosofia, e as atividades desenvolvidas nessa interdisciplina me ajudaram muito a compreender as relações éticas que devem estar sempre presentes no nosso cotidiano escolar. Às vezes fico lembrando do texto do dilema do Antropólogo francês que suscitou muitas contradições e discussões na época e para mim ficava muito claro a questão da ética em sua plenitude. Também não posso esquecer do "livre arbítrio". Não posso querer sair por ai mudando o mundo, Paul McCartney naquele música que eu adoro, me diz: "Viva e deixe viver!", mas voltando às interdisciplinas, a de Inclusão eu aprendi muito, para se ter uma ideia, eu não conhecia a Declaração de Salamanca e fiquei meio assim, assim... Como uma coisa tão importante como essa, eu sequer tinha conhecimento. Nessa época eu estava novamente na coordenação pedagógica e iniciei com o SOE da escola estadual o processo para implantação de uma Sala de Recursos para atendimento de APNE e o melhor é que a 28ª CRE demonstrou interesse em implantar uma sala na nossa escola. Deixei para comentar no final a interdisciplina de Etnias, eu adorei. Aquelas atividades de pertencimento, de identidade, de busca da  ancestralidade me ajudaram a perceber como podemos dar um enfoque diferenciado as relações étnico-raciais em nossas salas de aula e como trabalhar as questões de preconceito também. Esse semestre foi de grande aprendizagem para mim.

    terça-feira, 9 de novembro de 2010

    Retrospectiva 2008 - II

    Quinto Semestre - Eixo V


    As Interdisciplinas desse Semestre foram:


    Esse semestre foi iniciado com muitas expectativas, pois havia lido nas Ementas das Interdisciplinas o que iríamos estudar sobre gestão escolar e essa seria uma boa oportunidade de avaliar e fazer um contra ponto entre a teoria que iria estudar e a gestão da qual eu estava fazendo parte desde 2004 como Coordenadora Geral Pedagógica na Escola. As leituras e as atividades desenvolvidas foram muito importantes para que pudesse avaliar as nossas ações a forma como estávamos encaminhando os processos educacionais. Já havia feito o Processo de Implantação do Ensino Médio no ano anterior e durante a coordenação desse trabalho, pude vivenciar uma verdadeira gestão democrática com a participação de todos os seguimentos da escola. Na Interdisciplina de Organização e Gestão da Educação aprendi a usar o programa Xtime Line , onde nós analisamos e criamos uma linha do tempo do contexto histórico da educação no Brasil através das Constituições. Nunca tínhamos usado esse programa e foi muito fácil. Lembro que passamos vários dias editantando aquele programa. Nós usamos o Skype para as conferências e trocas, pois essa atividade era em grupo. Claro que teve participantes que só colaboraram com o seu nome no trabalho, como de praxe, mas isso fica na consciência de cada um. Na interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta foi melhor o trabalho e todos do grupo interagiram pelo Skype e construímos juntos o nossa trabalho final.  No trabalho do Seminário Integrador participei do Projeto Decodificando Códigos, foi outro stress, porque algumas colegas não sabem trabalhar interativa e democraticamente, centralizando suas ações o que dificultou muito as trocas, mas o mais importante é que aprendi a usar o programa Cmap Tools , criei muitos mapas conceituais. Fiz muitas pesquisas sobre alfabetização em Braille, aprendi muitas coisas, principalmente como lidar com pessoas nos diversos tipos de deficiência com as dicas do site do Mac: Bengala Legal . As Interdisciplinas sempre são muito integradas, não consigo fazer uma dissociação entre elas, fica muito difícil citar uma a uma, pois sempre senti que a aprendizagem construída em uma era complementada na outra. Foi nesse semestre que eu deixei de ser a Representante da Turma.

    quinta-feira, 4 de novembro de 2010

    Retrospectiva 2008 - I

    Quarto Semestre de Curso - Eixo IV

    Interdisciplinas desse Semestre foram:

    Representação do Mundo pela mMatemática
    Representação do Mundo pelas Ciências Natuaris
    Representação do Mundo pelos Estudos Sociais
    Seminário  Integrador IV.

    Quando comecei a visitar as postagens dos primeiros semestres, tinha certeza de que ao ler os registros conseguiria reviver aqueles dias, que iria relembrar, inclusive os sentimentos de alegria, de realização ou de tristeza.
    Esse semestre não me trouxe muitas alegrias, nem tristezas.
    No início do ano, a escola estadual em que trabalho foi convidada a participar do Programa Acelera Brasil, e eu, convidada a participar como supervisora da Escola, mas era um engôdo, quem fizesse o curso iria ter que desenvolver o trabalho com os alunos: Nossa escola estava com um número muito grande de alunos com distorção idade/série e essa era a unica oportunidade de ajudar, aceitei o desafio, saí da Supervisão da Escola e assumi duas turmas do Programa Acelera Brasil, porém não podia experimentar com os alunos aquilo que estava aprendendo no curso. Para mim ficou uma lacuna. Os alunos ganharam, pois houve aceleração de até três séries, mas eu fiquei sem a riqueza de experimentar as teorias estudadas ao aplicar com os alunos, alguma coisa até dava, como em Matemática ou Estudos Sociais, mas não como havia sido no semestre anterior.  Lembro da minha apresentação do Portfólio de Aprendizagem, pude expor as minhas aprendizagens, mas sempre tinha o sentimento de que havia perdido uma oportunidade ímpar de aprendizagem, mas tanto isso é verdade que não consigo lembrar quase nada das teorias estudadas, dos fóruns e das atividades realizadas (em cima de suposições e experiências anteriores). 
    Uma coisa eu lembro bem: Do dia da avaliação tecnológica do Seminário Integrador, foi muito bom porque pude mostrar para as professoras e para as tutoras que realmente era eu quem fazia as  atividades e que realmente dominava e muito bem as tecnologias que usávamos. Saí da sala muito contente. Li o relatório do PIE e também algumas atividades que havia desenvolvido para poder tecer as análises sobre o Quarto Semestre do Curso. Sei que a Maura vai fazer várias problematizações e sei que essa é uma das suas funções, se não fosse, não haveria o por quê de sê-lo...
    Essa postagem foi iniciada em 21/10/2010 e guardada em rascunho.